Comunicado sobre a perseguição aos Rohingya em Myanmar

Comunicado sobre a perseguição aos Rohingya em Myanmar

ROHINGYA | Contra a instrumentalização da religião e contra todos os actos de violência praticados em seu nome
 
 
Em Dezembro de 2019,  a Assembleia Geral da ONU condenou Myanmar (anteriormente Birmânia)  pela continua perseguição à minoria Rohingya. E recentemente, em finais de Janeiro deste ano, foi a vez do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, de também condenar Myanmar, ordenando que o governo militar fizesse o possível para evitar o genocídio deste povo.
 
A União Budista Portuguesa, em consonância com as posições assumidas pelas outras Uniões Budistas do espaço europeu e pela própria UBE (União Budista Europeia), reitera a sua concordância com a absoluta necessidade de respeito pelos direitos humanos e pela promoção do diálogo inter-religioso, aproveitando para repudiar, da forma mais veemente, todos os tipos de violência e de instrumentalização de uma religião pela ideologia política dominante ou pelo interesse nacional de um país, usando-a de formas que em nada se assemelham aos ensinamentos do Buda. Os ensinamentos de Buda destinam-se à redução do sofrimento dos seres, sem qualquer distinção entre os mesmos, seja de raça, cultura, religião ou origem. Assim, um comportamento que cause qualquer tipo de sofrimento a outros seres e que descrimine pessoas, está em total contradição com própria mensagem do Budismo e por essa razão não poderá nunca ser aceite. 
 
Estamos portanto convencidos que, na senda do respeito e da experiência democrática que permeia a Cultura Europeia, é nossa responsabilidade enquanto Budistas europeus e portugueses, distanciarmo-nos de qualquer instrumentalização de uma religião por outros interesses e de qualquer forma de violência.
 
A Direcção. 
Fev. 2020

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