| O significado da Libertação de Animais |
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periodicamente Na Sede da União Budista Portuguesa por vários ![]() De todos os sofrimentos, a morte violenta é o maior, porque todos os seres estão acima de tudo apegados à vida. É neste sentido que se procuram libertar os animais que os homens, escravos e vítimas da sua ignorância e hábitos insensíveis, destinam à morte, para deles se alimentarem ou para usarem a matéria dos seus corpos. De todas as mortes, as mais dolorosas são as daqueles seres que são cozidos vivos, também devido ao tempo da cozedura, em função da dor e da sua diferente percepção do tempo, resultar para eles muito dilatado. É por isso que os budistas privilegiam a libertação de mariscos vivos – amêijoas, berbigão, santolas, lagostas, etc. - , que se podem adquirir nos viveiros e libertar no alto mar ou em lugares fora do alcance ou da vista de quem possa querer apanhá-los. Também podem ser caracóis, minhocas para isco ou outros animais vendidos vivos nos mercados, como coelhos. Normalmente escolhem-se os dias de lua nova ou lua cheia, bem como dias consagrados do calendário budista, em que por motivos astro-cosmológicos a energia vital está mais concentrada em nós e no mundo e os efeitos kármicos das acções, positivas ou negativas, se multiplicam imenso. Fazem-se orações e repetem-se mantras pelos animais que se vão libertar e procede-se então à sua libertação. Segundo os ensinamentos do Buda, a virtude e os méritos, o karma positivo, acumulado pela salvação de vidas é enorme, tem um grande poder purificador das nossas próprias acções negativas passadas e pode ser dedicado para ajudar outros seres que passam por situações de sofrimento e doença, que estão moribundos ou já morreram. O poder benéfico desta dedicatória será tanto maior quanto mais se estenda a todos os seres, incluindo naturalmente todos os homens que causam directa ou indirectamente a morte de outros seres vivos, pescando-os, caçando-os, comercializando-os e comendo-os, e criando assim as condições para virem a passar pelos mesmos sofrimentos no futuro. Esta prática visa pois beneficiar todos os seres sensíveis, independentemente da sua forma actual. Todos são obviamente convidados e bem-vindos a associar-se a estas práticas, sejam ou não budistas. Quem quiser pode fazê-las por si ou então associar-se às práticas regulares nos dias especiais, entregando ou enviando o seu donativo para a sede da União Budista Portuguesa (se enviar por correio, referir expressamente o objectivo): Av 5 de Outubro, nº 122, 8º esq, 1050-061 Lisboa Telef. 213634363 Libertar animais é libertar a nossa própria mente da ignorância e da insensibilidade. Que todos os seres sejam felizes! A Direcção da União Budista Portuguesa MAIS ACTIVIDADES |
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